Certa tarde, aconteceu algo diferente. Uma chuvinha rápida caiu, e logo um arco-íris enorme e brilhante apareceu, com suas cores vibrantes. Drica fechou os olhos e desejou, com todo o seu coração, escutar aquele som. E então, um som suave e delicado, como se mil pequenas sinetas estivessem tocando juntas, chegou aos seus ouvidos. Era um *plim-plim-plim* gostoso!
Ela abriu os olhos e viu um brilho dourado voando bem pertinho dela. Era uma pequena fada, não maior que seu polegar, com asas que cintilavam como o orvalho da manhã. A fada, chamada Pirilampo, sorriu para Drica e acenou para ela seguir. Drica, sem medo, seguiu o brilho da pequena Pirilampo, que a levou até um cantinho secreto no meio das flores mais coloridas que Drica já tinha visto.
Lá, sentada em uma folha de rosa, Pirilampo segurava um minúsculo instrumento musical, que parecia um violino feito de luz. Ela começou a tocar, e o som que saía era exatamente o plim-plim-plim que Drica tinha ouvido! Era uma música feliz, que fazia as flores dançarem um pouquinho e o ar vibrar com alegria. Pirilampo explicou que aquele era o Som do Arco-Íris: a melodia da luz que vira cor, o riso suave das gotinhas de chuva e o murmúrio da esperança que sempre volta após a tempestade. Drica sentiu o coração quentinho e entendeu que a magia está em todo lugar, mesmo nas coisas que parecem silenciosas. Ela agradeceu a Pirilampo e prometeu sempre ouvir o mundo com mais atenção.